Apresentação da Empresa
    Noticias
    Fotografias
    Troféus KIP
    Instalações
    Loja KIP
    Preçário
    Localização
    Espaços Publicitários
    Links

  KIP
   
Notícias
 
 

2003.9.10
CNK - Sintomático...




Quando uma prova do Campeonato Nacional, na categoria máxima, conta com 5 (!!!) pilotos inscritos, como aconteceu no passado fim-de-semana, em St. André, é evidente que algo vai tremendamente mal no karting nacional, o que, diga-se em abono da verdade, não é nada que não venha a ser dito de há muito tempo.

Afinal, trata-se de uma situação que muitos prognosticavam, não de véspera, mas de há mais de um ano.
Porventura o sinal mais alarmante, pelo seu significado em termos futuros para a modalidade, vinha sendo dado pelo número de inscritos nas categorias de iniciação, que decrescia de prova para prova, ao ponto de fazer perigar a sua existência.
Algumas medidas tomadas “in extremis” pela entidade federativa, de que ressalta a isenção de taxas de inscrição na Cadete, permitiram que aquela tendência se invertesse nas duas últimas provas, facto a que não será também estranho o esforço de promoção desenvolvido pelos regionais. Fica ainda por provar, no entanto, a consistência desta nova evolução.

Se outras razões não existissem, o número diminuto de pilotos na Juvenis, que teima em manter-se, só por si, justificaria as maiores apreensões e cautelas. Mas são muitas mais as interrogações e o aparente divórcio entre os vários agentes, que se acusam mutuamente de insensibilidade, falta de diálogo e irreductibilidade de posições, não ajuda em nada o seu esclarecimento, pressagiando, pelo contrário, tempos difíceis no horizonte.

Para (des)ajudar, na categoria raínha, onde, apesar de tudo, os resultados obtidos a nível internacional permitiam algum optimismo, verifica-se agora um total desinteresse dos pilotos pelo Campeonato Nacional, o que, a manter-se, terá inevitáveis consequências, e a curtíssimo prazo, também no seu desempenho em provas internacionais.
É muito difícil ser-se competitivo no exterior quando o não somos em casa, e não parece viável que essa competitividade possa ser alcançada exclusivamente através da participação em provas de outros campeonatos – pelo menos para a grande maioria dos pilotos – dada a situação geográfica do país e os custos que tal opção acarretaria.

Assim, estamos condenados a encontrar rapidamente a fórmula que permita recuperar a competitividade e prestígio do nosso Campeonato, sob pena de podermos assistir à morte da modalidade e, com ela, de todo o desporto automóvel nacional. É uma prioridade e um imperativo que terá de envolver todos!

Posto isto, que as circunstâncias impõem como fundamental, vejamos o que nos trouxe a 3ª prova do Campeonato, uma jornada que, infelizmente, não deu motivos para ser recordada.

Na Cadete , em que o número de inscritos (28) provou, uma vez mais, que o problema não reside na falta de pilotos (que poderia ser ainda maior caso existisse uma verdadeira promoção), o desfecho não esteve à altura das expectativas, tudo por causa de um erro do comissário de serviço que, na segunda corrida, mostrou por duas vezes o painel de última volta...
Estava criada a confusão e pilotos houve que não chegaram a completar o número de voltas previsto no regulamento, caso de Rui Martins, até então rei e senhor da prova.
Na primeira corrida, Rui Martins superiorizou-se a José Barradas (2º) e a Ricardo Silva, o terceiro;
Na segunda, dado que o Colégio de Comissários deliberou tomar como válida a classificação à penúltima volta, o vencedor terá sido novamente Rui Martins, isto se a classificação oficial o vier a confirmar, o que ainda não aconteceu, e se os protestos não vierem a ser atendidos.

No que se refere à Juvenis , de realçar o excelente desempenho de Bruno Lisboa, que venceu as duas corridas, reforçando o seu estatuto de candidato ao título, agora apenas a 3,5 pontos do líder, Miguel Raposo.
Pena que o reduzido número de participantes não tenha contribuído para abrilhantar a prestação de Lisboa que, ainda assim, na primeira contenda encontrou opositores à altura. Já na segunda, a história foi diferente, e a vitória surgiu com grande naturalidade.
Nota positiva para Ana Correia, que chegou a liderar a primeira corrida e terminou num honroso terceiro posto, atrás do sempre combativo líder do campeonato, Miguel Raposo.
Na segunda corrida coube a João Serra discutir com a jovem madeirense o segundo lugar, discussão que Ana Correia venceu, aguentando galhardamente o “pressing” que aquele lhe moveu de princípio ao fim. O quarto lugar pertenceria a Miguel Raposo.

Bruno Serra viveu o melhor e o pior na Júnior . Venceu o primeiro confronto com enorme à vontade e, quando já se preparava para repetir a façanha, foi o primeiro piloto a encontrar sujidade na pista resultante do despiste de um oponente, que provocou também a sua saída e abandono.
Na primeira corrida, o cada vez mais líder do campeonato Roberto Capelo terminou no segundo posto, seguido por Wilson Monteiro.
Na segunda, André Monteiro foi o piloto que mais beneficiou da saída de Serra e do “desentendimento” entre Wilson e o madeirense, que aproveitou da melhor maneira, passando a linha de chegada à frente de Luís Santos (2º) e Hugo Rodrigues (3º).

Com apenas cinco pilotos em pista não se esperava grande espectáculo na Inter A, e assim aconteceu. Os presentes tiveram ocasião de assistir a duas corridas sem grandes motivos de interesse, em que Bruno Monteiro se superiorizou aos demais. Na primeira ainda contou com alguma luta por parte do sempre difícil Bernardo Sousa, mas na segunda, em que este teve problemas mecânicos, nem isso.
Miguel Santos foi 3º na primeira contenda e 2º na segunda; João Gouveia fechou o lote dos três primeiros na segunda corrida, classificação que ainda se encontra suspensa.

Noticia retirada do site Kartingmania.net