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2007.9.29 Clube Mini de Portugal reúne fãs no KIP

Porque é tão giro ter um Mini
Cruzam-se olhares entre gerações. O novo Mini Cooper S, na sua versão mais desportiva John Cooper Works, convenientemente preso numa jaula dado o seu carácter mais intempestivo, mas muito curioso por conhecer os seus antecessores, nada menos do que 50 respeitáveis embaixadores daquele que se tornou numa das mais fortes “personalidades” do mundo automóvel.
O Kartódromo Internacional de Palmela festeja o seu décimo aniversário em plena sintonia com o Clube Mini de Portugal, o qual comemora precisamente a mesma efeméride, pois passaram já 10 anos desde que um grupo de 20 amigos, fervorosos adeptos do espírito Mini, se juntaram para fundar ao Clube Mini de Portugal (www.cmp.pt), sedeado em Oliveira de Azeméis. Américo Silva, representante do Clube, fez questão de associar o Clube Mini à festa em Palmela, aproveitando para melhor o divulgar na região Sul. O Clube Mini, além dos seus próprios programas destinados a proporcionar aos seus mais de 2.600 sócios, uma hipótese de melhor conhecer Portugal, a sua cultura e tradições, tem ainda um forte empenho em prestar ajuda a todos quantos queiram recuperar um Mini, facilitando contactos muitos úteis para restaurar um clássico.
Passeando pelo parque onde se concentraram os Mini, é muito interessante ver o orgulho que os seus proprietários têm. Comparam-se versões, discutem-se intervenções feitas na mecânica e, acima de tudo, contam-se aventuras, acumuladas ao longo dos muitos anos como companheiros inseparáveis. Cores para todos os gostos, alguns fiéis à imagem que celebrizou o Mini, outros já imbuídos de uma personalização mais ao gosto do seu orgulhoso proprietário, ou até preparados para competições automóveis, a verdade é que é um gosto ver como estão bem tão bem conservados os pequenos Mini.
Entre as presença, destacam-se alguns modelos mais históricos, como o Mini Riley de 1968, a versão “limusina luxuosa” do Mini, Mini Imã ou o Mini Pick-up, que marcou a infância de muitos de nós distribuindo as mercadorias lá no bairro, isto para além claro dos Mini Moke, Clubman, Cooper, entre muitos outros.
Ambiente de festa
O ponto alto do evento decorreu já na pista do KIP. Os Mini subiram a este palco privilegiado desfilando com graciosidade pela pista, mas como o saudável espírito competitivo está sempre presente, os tempos foram cronometrados ao longo de três voltas. Cada um dos 25 pilotos que responderam ao desafio, deu o melhor se si e da sua máquina, pelo que se criou um ambiente particularmente interessante e competitivo, recordando saudosos tempos do passado.
Fernando Soares, com um Austin Cooper S muito bem preparado e ao qual impôs um estilo de condução espectacular, acabou por “pulverizar” os tempos com um registo de 1.14.904, à média de 61,038 km/h. Pedro Henrique com um Mini E que guarda religiosamente desde que tirou a carta de condução, classificou-se em segundo a cerca de 4 segundos no seu melhor registo e Rui Nogueira encerrou o pódio com o seu Mini Pick-up, cujos 35 anos de existência não o impediram de atingir façanha.
Classificação top 10:
1 Fernando Soares - 1:14.904 - 61,038 km/h
2 Pedro Henrique - 1:18.619 - 58,154 km/h
3 Rui Nogueira - 1:20.242 - 56,978 km/h
4 Mário Tavares - 1:20.449 - 56,831 km/h
5 Diogo Santos - 1:20.565 - 56,749 km/h
6 João Alves - 1:20.840 - 56,556 km/h
7 João Vaz - 1:21.190 - 56,312 km/h
8 Simão Andrade - 1:21.295 - 56,240 km/h
9 Carlos Lourenço - 1:21.466 - 56,122 km/h
10 José Maia - 1:22.837 - 55,193 km/h
Seguir-se-á um almoço na “Cocheira do Monte” , restaurante típico englobado no complexo do Kartódromo, seguida de uma visita ao Museu do Vinho, igualmente nas instalações do KIP. |